Transparência, é possível?

Transparência, é possível?

Em um ano de eleições presidenciais, que vão movimentar as redações país afora, fica o questionamento: ainda é possível fazer jornalismo com transparência ou somos sempre dirigidos por ideologias?

Transparência na informação ainda é possível? Tem quem ache que ela não existe mais, tem inclusive quem preconize que ela nunca existiu: sempre perdeu para a versão de um fato. O certo é que a imparcialidade na imprensa é uma discussão sem fim, mas que parece ter sido mais acalorada em outros tempos. Será que aceitamos definitivamente que a informação virou mercadoria e que sempre tende a um lado, invariavelmente?

A mídia online, as redes sociais, os posts patrocinados tomaram conta do nosso dia a dia. Aos poucos, surgem inclusive novas regulamentações para que possamos entender o que é informação noticiosa e o que é marketing e opinião. Mas será que deixamos de ser leitores para nos tornarmos consumidores de informação? Onde fica o senso crítico, quando tudo que temos à disposição pode não ser a verdade dos fatos?

Praticamente todo mundo, hoje, faz parte de algum grupo de Whatsapp. E é quase impossível que, vez ou outra, um desses grupos não dissemine informações, no mínimo, antigas. Quando não são fake news – as famosas notícias falsas, facilmente maquiadas de informação de veículos online. Mas, então, como confiar? Ou no que confiar?

Quanto mais dados temos à disposição, mais temos que pesquisar e avaliar, já que nem sempre quantidade está diretamente ligada à qualidade. Pelo contrário, podemos facilmente nos confundir no meio de tantas notícias, que emitem “opiniões” totalmente opostas. Não é à toa que muita gente, hoje, “elege” um ou alguns veículos chave e passam a depositar toda sua confiança nesses. Percebam o tamanho da responsabilidade da imprensa!

Em um ano de eleição, certamente seremos bombardeados de fake news, que vão circular livremente pelos grupos de Whatsapp, conforme for permitido por seus componentes. A nós, que preservamos a informação e que formamos a chamada imprensa séria, cabe construir o contraponto, a provocação e a propor mais discussões acerca da imparcialidade da informação.

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